Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 10/05/2021
A Constituição Federal do Brasil, documento federativo mais importante do país, prevê em seu artigo sexto, que a educação é um direito social garantido pelas competências do Estado. Entretanto, a sociedade enfrenta grandes dilemas a respeito de como minimizar os problemas das escolas brasileiras. Sendo assim, infere-se que a desigualdade do acesso à aprendizagem, somada com a violência das salas de aula, caracteriza os principais problemas do sistema educacional brasileiro.
Em primeira instância, observa-se que os problemas socioeconômicos brasileiros acarretam desigualdade no acesso ao ambiente escolar e no desenvolvimento da aprendizagem. Assim, o contratualista John Lock analisou que para haver manutenção da igualdade na sociedade, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Em consonância, o estudo realizado pelo movimento “Todos pela educação”, demonstrou que questões sociais relacionadas a baixa renda familiar e as consequências do desamparo governamental, são as principais responsáveis pela evasão escolar. Logo, é notório que a falta de direitos básicos estimula a desigualdade no âmbito escolar, condizendo com a ideia proposta por Lock.
Ademais, ainda é pontuado a crescente violência escolar como um dos empecilhos a serem resolvidos. Nessa perspectiva, o Brasil lidera o ranking de violência nas salas de aula, cerca de 12,5% dos professores brasileiros sofreram algum tipo de intimidação ou agressão verbal a cada semana de aula. Analisando os dados, é interpretado que um dos fatores que pode acarretar o grande número de casos de violência entre professores e alunos, é a relação que esses constroem dentro do ambiente escolar. O distanciamento entre o instrutor e o instruído pode prejudicar a relação entre os mesmos, ocasionando casos de agressividade. Portanto, a violência escolar torna-se um agravante na qualidade do ensino brasileiro e uma problemática que precisa ser urgentemente revertida.
Dessa forma, é de extrema importância que os problemas relacionados a estrutura educacional brasileira sejam minimizados. Primeiramente o governo federal deve democratizar o acesso às escolas, por meio do investimento em programas sociais que integram a renda familiar e ampliação no número de escolas em regiões vulneráveis, a fim de facilitar o acesso à educação e diminuir a evasão escolar. Já os núcleos escolares devem incentivar a criação de laços entre alunos e professores, por intermédio de palestras e dinâmicas ministradas por psicólogos, que visam melhorar as relações interpessoais dentro do ambiente escolar. Com isso, a educação brasileira irá se consolidar em bases mais fortes, minimizando os casos de violência e aumentando o número de alunos.