Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 22/05/2021
O acesso à educação é um direito básico e de extrema relevância para a formação do indivíduo, sem qualquer distinção enquanto cidadão. Entretanto, apesar de assegurado em lei, a educação no Brasil apresenta desafios estruturais, sociais e pedagógicos, acaba por limitar a concretização dessa garantia. Nesse sentido, a reformulação de todo o sistema educacional, com uma melhor capacitação e estruturação das instituições de ensino, configura um grande avanço. Dessa forma, tal paradigma reflete o cenário desafiador no País, seja pela falta de investimentos, seja pelo aumento do analfabetismo.
Primeiramente, é consensual que há déficits no que diz respeito à estrutura das escolas já existente, à quantidade de instituições, sobretudo nas periferias, à formação dos professores, aos equipamentos de tecnologia, entre tantos outros. Segundo o anuário realizado em 2020 pelo programa Todos pela Educação, “o gasto público anual por estudante da rede pública na média dos países da OCDE é mais do que o dobro do brasileiro, tanto na Educação Infantil e no Ensino Fundamental como no Ensino Médio”. Além disso, os investimentos em recursos didáticos são muito diferentes de região para região, tendo em vista que o País é continental. Diante disso, fazem-se necessárias políticas públicas para formação e capacitação dos docentes e também o investimento em recursos materiais aos discentes.
Outrossim, consoante Maria Clara Di Pierro, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em educação de jovens e adultos do país, os analfabetos são vistos como uma mancha social e as políticas de alfabetização são sempre “emergenciais” e “improvisadas”. Nesse viés, a taxa de analfabetismo no Brasil é um dos obstáculos enfrentados pelo sistema pedagógico, visto que existe uma desigualdade social que se espelha na própria desigualdade educacional, no qual as oportunidades não são iguais para todos e existe uma desvalorização da educação para pessoas de baixa renda.
Infere-se, portanto, que são inúmeros os desafios encontrados pelo sistema educacional brasileiro. Destarte, cabe ao Ministério da Educação em uma ação conjunta com as instituições de ensino, um maior investimento na educação básica do País, através da promoção de uma melhor estrutura, profissionais habilitados e recursos materiais, a fim de garantir um sistema educativo de qualidade. Como também, promover ações de formação e capacitação de professores, estabelecer um piso salarial para a classe que seja condizente com suas responsabilidades, podem ser algumas condutas que permitam à educação avançar com qualidade.