Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 16/06/2021

Durante muitos anos, a escola foi tida como local de aprendizado, entretanto, também é um lugar que tem diversos problemas de convivência e permanência dessa instituição social. Entre essas dificuldades, a sociedade culpa o estudante por fazer do colégio um lugar ruim, no entanto, é a escola que reflete o comportamento social do todo e desmotiva o aluno a continuar sua jornada.

Nos dias atuais, a sociedade vive uma relação de afastamento social, advindo da inserção das redes sociais na vida cotidiana e da atual pandemia global, o que torna as pessoas mais frias e menos propícias ao contato social, como critica o filósofo polonês Bauman. Desse modo, os estudantes têm a escola como lugar de compromisso, ou seja, de onde querem sair o quanto antes, e as relações interpessoais não são incentivadas pelo sistema educacional, gerando frustração nos indivíduos ao se verem em situações de solidão.

Ademais, o sistema educacional brasileiro focaliza os investimentos em políticas imediatistas, como o sistema de cotas para ingresso em universidades, o que não dá ao jovem a base para uma formação de qualidade. Assim, os anos passam e o país não evolui, como mostram os seguidos cortes feitos pelo governo na educação, e o aluno não tem perspectiva de crescimento pessoal, parando seus estudos no início da trajetória e não desenvolve o parque tecnológico e de pesquisas brasileiro.

Diante do exposto, o Brasil ainda tem muito a evoluir no quesito de educação, ainda mais quanto a políticas de incentivo aos mais novos. Para que as crianças se sintam estimuladas, é primordial que as Secretarias de Educação façam projetos de inclusão social, nas escolas, através da disponibilização de horários para práticas de esportes. Dessa maneira, os pequenos desenvolverão a socialização, como visto na série “Cobra Kai”, produzido pela Netflix, e será o primeiro passo para continuar o investimento na educação básica.