Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 01/09/2021
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos-promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas)-é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, a educação. Entretanto, o cenário visto pelos problemas das escolas brasileiras, impede que isso aconteça na prática, devido aos altos índices de evasão escolar, relacionados, principalmente, ao elevado índice de violências ocorridas tanto no ambiente em questão quanto nos seus arredores. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades para minimizar essa problemática.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que o abandono escolar é uma realidade bem comum entre milhões de brasileiros. De acordo com uma pesquisa do IBGE, das 50 milhões de pessoas com idades entre 14 e 29 anos, 10 milhões, ou seja, 20% delas, não tinham terminado alguma das etapas da educação básica. Nesse sentido, a evasão escolar é um dos maiores problemas enfrentados pelas escolas brasileiras, principalmente da rede pública. Além disso, são muitas as causas dessa problemática, o que dificulta ainda mais a resolução desta.
Ademais, a violência é mais um impasse na luta da educação para todos. As agressões físicas, verbais e materiais como o bullying, danos ao patrimônio, atos criminosos, marginalizações e discriminações são só alguns dos atos considerados violência escolar. Nesse contexto, essas situações se dão por inúmeras causas como a transferência do papel dos pais na educação de seus filhos e o consequente acúmulo de funções por parte do educador; e a falta ou insuficiência de políticas públicas, resultando num sentimento de incapacidade por parte dos docentes diante de situações mais graves como é o caso da participação dos discentes no tráfico de entorpecentes.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para mitigar os impasses enfrentados pelas escolas brasileiras. Para que a qualidade do ensino melhore e que todos tenham direito a educação, urge que o MEC faça, por meio da melhora na gestão das verbas governamentais, alterações no Plano Nacional de Educação que corte metas ineficientes e crie um projeto que motive os docentes e discentes a aprenderem, disponha os melhores professores nas turmas com mais dificuldade, realize testes constantes de avaliação na rede pública e atue na melhora das escolas com resultados ruins. Ademais, será incorporado no Plano, um programa que distribua os recursos federais voltados para a educação entre os estados com os sistemas educacionais e de avaliação mais inovadores, completos e efetivos. Dessa forma, espera-se uma melhora efetiva nas instituições de ensino do Brasil.