Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 14/08/2021

Consoante a Constituição Federal de 1988 - promulgada visando o bem de todos - todos os indivíduos tem direito à educação de qualidade. Entretanto, vê-se que tal preceito não é, na prática, efetivado, visto que os entraves para minimizar os óbices das escolas brasileiras demonstram um grave problema social: a exclusão. Nesse sentido, a problemática é acometida pelas medidas corporativistas tomadas pelo governo que corrobora para a evasão escolar.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o não cumprimento da lei prevista na Carta Magna deriva da baixa atuação de órgãos Estatais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Dessa maneira, segundo a filósofa alemã Hannah Arendt, a essência dos Direitos Humanos é justamente o direito de tê-los. No entanto, ações realizadas pelo Estado contrariam a ideia defendida pela estudiosa, dado que as propostas elaboradas no senado voltadas à educação nacional não resolvem a raiz do problema: a qualidade do estudo. Pelo contrário, apenas tratam superficialmente essa deficiência, pois, o maior entrave no Brasil não é o acesso educacional, e sim seu êxito no ensino. Nessa perspectiva, a aprendizagem é tratada de forma secundária pelo plenário e contribui para a estagnação da educação.

Ademais, vale salientar que, enquanto houver inoperância estatal relacionadas ao benefício do ensino, haverá evasão escolar como consequência. Dessa forma, segundo o “site” Educar para crescer, apenas 36% dos estudantes que ingressam no Ensino Médio o concluem. Sendo assim, é possível observar que os jovens, em sua grande maioria, deixam de estudar para trabalhar a fim de complementar a renda de sua família ou também abandonam o colégio pela logística de morar longe da escola. Desse modo, muitos adolescentes têm seus direitos tirados de si mediante a falta de competência dos dirigentes da nação em garantir preceitos pré-estabelecidos.

Depreende-se, portanto, que algo seja feito para mitigar a ausência de qualidade educacional no país. Para tanto, faz-se mister que o Estado se reúna em assembléia para tratar, de forma eficaz, a respeito da eficiência do hodierno ensino brasileiro. Nesse prisma, ainda visando a melhora da educação é imprescindível a divulgação do pensamento acerca de sua importância por meio de propagandas disseminadas nos meios digitais com o fito de estimular os jovens a não desistirem da escola e também oferecer bolsas de estudo com uma remuneração mínima necessária para evitar evasão por problemas finaceiros. Só assim a educação será verdadeiramente valorizada e o direito a ter direito pregado por Hannah se concretizará.