Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 09/09/2021
No livro “Utopia”, do autor Thomas More, é retratada uma sociedade, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se o que se observa na realidade contemporâneo é o oposto do que o autor prega, visto que a educação Brasileira de qualidade não esta sendo para todos, com isso dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto de uma negligência governamental, quanto de uma má infraestrutura institucional. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, vale salientar, que a negligência governamental é fator culminante para o agravamento do problema. Segundo a Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6° o direito a educação de qualidade é universal para todos. No entanto, devido à má gestão dos recursos públicos por parte do governo, a educação básica brasileira vem sofrendo graves defasagens, pois devido à desvalorização dos profissionais associado a grandes cargas horárias de trabalho, muitos profissionais desistem, fazendo com que a educação venha se tornar mais precária, desse modo prejudicando não somente os alunos, mas também toda a sociedade.
Outrossim, vale ressaltar, que a infraestrutura educacional no que diz respeito ao ensino público é fator que agrava ainda mais o problema. Segundo a agência Brasil, em 2016 apenas 4,5% das escolas públicas possuíam estruturas adequadas de acordo com o Plano Nacional de Educação. Tais problemas, se evidenciaram ainda mais por causa da pandemia da Covid-19, pois devido esta lacuna no ensino, milhares de crianças, adolescentes e até mesmo adultos, tiveram seus estudos suspensos, já que devido à falta de equipamentos tecnológicos associado a falta de treinamento dos profissionais, as escolas entraram em um dilema extremamente difícil, mostrando o quão frágil a educação brasileira se encontra.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que os governos, por intermédio do Ministério da educação e o Tribunal de Contas da União, revisem todo o plano orçamentário, para que aumente a disponibilidade de verbas no ensino básico, com o intuito de melhorar a infraestrutura e os salários dos professore, também o MEC em conjunto com as escolas deve elaborar projetos de inclusão, por meio de iniciações cientificas ou até mesmo através da cultura fazendo com que desperte a vontade dos alunos em estudar ou em retornar para as escolas. Assim, espera-se que seja consolidada uma sociedade mais justa e igualitária, e que melhore tanto a qualidade quanto a quantidade de alunos inclusos à educação.