Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 08/09/2021
Conforme o economista Sir Arthur Lewis disse “A educação não deve se vista como uma despesa, mas como um investimento com retorno garantido”. No entanto, ao que se refere à realidade brasileira isso não ocorre, na medida em que por falta de incentivos governamentais a qualidade do ensino nas escolas do país encontra-se debilitado, e seus alunos expostos a mazelas sociais que dificultam o bem-estar no ambiente escolar. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de analisar esses empecilhos e serem discutidas atitudes para reverter essa problemática.
Com efeito, é notório que o sistema educacional brasileiro não possui o aporte financeiro estatal demandado para o desenvolvimento do ensino. Isso porque, segundo dados do Tesouro Nacional, o Governo Federal até o ano de 2020 realizou um corte de 21% no orçamento do Ministério da Educação em relação ao ano de 2015. Esse fato corrobora para que ocorra um grande número de sucateamento da infraestrutura e precarização do serviço prestado pelas escolas públicas, além de que a falta de verbas não permite suprir a carência de bolsas estudantis para os discentes de baixa renda, agravando os números de evasão escolar e evidenciando uma política de exclusão social.
Ademais, nota-se que a educação brasileira ainda é marcada por problemas graves como violência, discriminação e assédio, isso pode ser comprovado segundo a pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, de acordo com o levantamento 37% dos estudantes e 54% dos professores declararam ter sofrido discriminação ou alguma outra categoria de hostilidade na escola no Estado de São Paulo, esses fatores ocorrem visto que as autoridades jurídicas nem sempre cobram das instituições de ensino e do governo medidas de combate ao preconceito, o “bullying” as agressões físicas e verbais que ocorrem na sala de aula. De maneira análoga, o educador e filósofo pernambucano Paulo Freire, cita que: “A inclusão só acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades.”. Dessa forma, segundo a metodologia freiriana, enquanto o estado e a escola não garantirem direitos iguais na educação e o respeito das diferenças, parte dos alunos continuarão sofrendo práticas de segregação.
Destarte, cabe ao Poder Executivo, que através do Ministério da Educação, incentive uma política de aumento de verbas para as escolas e assistências estudantis, além de promover medidas que garantam a equidade do ensino. Ainda mais, o Estado deve implantar um Projeto Nacional de Respeito às Diferenças, o qual orienta-se a ratificar a importância do respeito ao próximo por meio de postagens nas redes sociais e palestras para discentes, docentes e pais. Isso será feito para que as hostilidades sejam desenraizadas dos educandários, assim como o retorno seja superior às despesas.