Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 11/09/2021

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo” – disse Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul. Entretanto, apesar dessa afirmação e de sua importância, as escolas brasileiras vêm enfrentando muitos problemas, o que dificulta a democratização do ensino, são eles: a violência no ambiente educacional e a desistência dos alunos por motivos socioeconômicos.

Primeiramente, é importante ressaltar o porque a violência escolar é comum nas escolas brasileiras. De acordo com o filósofo John Locke, o ser humano nasce como uma tabula rasa e vai adquirindo conhecimento conforme ganha experiência. Nesse sentido, devido as relações sociais ruins e a crescer em uma família desestruturada, alguns alunos passam a agir com o colega e o professor da mesma forma que são tratados em casa. Dessa forma, é infeliz que o lar das famílias brasileiras ainda passe por dificuldade como a pobreza e o vício em drogas, por exemplo, e isso prejudique a educação da futura geração.

Ademais, a evasão escolar é outra dificuldade que assombra os colégios no Brasil. Segundo a Editora Abril, de 100 estudantes que ingressam no Ensino Fundamental, apenas 36 conclui o Ensino Médio, isso se deve principalmente aos empecilhos socioeconômicos enfrentados pelos jovens, que podem morar longe das escolas, ou precisar ajudar a família financeiramente. Desse modo, é inadmissível que o Estado, que possui o dever de garantir o bem estar social, como afirma Tomas Hobbes, permita que os estudantes parem de estudar por cauda de infraestrutura ou dinheiro.

Urge, portanto, a necessidade do Poder Executivo em conjunto com o Poder Legislativo criarem um auxílio estudantil para os estudantes em situação de vulnerabilidade. Tal benefício deve ser acompanhado por um termo de responsabilidade para os pais, que deverão assinar o documento se responsabilizando a fazer o devido uso do dinheiro, isto é, não gastar com futilidades. Isso deve ser feito com uma parte da verba destinada ao Ministério da Educação, e os estudantes que conseguirem o auxílio deve passar a ter comportamento exemplar na sala de aula e boas notas como condição para continuar sendo beneficiado. O objetivo é diminuir a violência e a evasão escolar e fazer, aos poucos, da educação a arma mais poderosa para mudar a realidade do país.