Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 13/10/2021

As escolas brasileiras estão baseadas no modelo fordista de produção, ou seja, estão preparadas para criar indivíduos que obedecem regras rígidas, como funcionários de uma grande linha de produção, ao invés de formar cidadãos capazes de construir pensamento crítico. As consequências desses fatos comprometem diretamente o aprendizado dos alunos e geram incontáveis problemas, que só poderão ser minimizados através de investimentos e do processo de humanização da educação.

O primeiro ponto dessa discussão, são as devidas reformas estruturais que devem contemplar as escolas. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, que regulamenta a educação no Brasil, o estudante deve passar no mínimo 800 horas anuais dentro da escola, e pensando nisso, é necessário torna - la confortavel para alunos e professores. Além disso, é importante considerar os altos índices de evasão escolar e suas respectivas razões. Segundo a Unicef - Fundo das Nações Unidas para a Infância - cerca de 620 mil jovens abandoram a escola no ano de 2019, para auxiliar na renda familiar. Tendo isso em mente, é importante investir em auxílios fincanceiros para os estudantes de baixa renda.

Outro fator importante é o processo de humanização da educação, que tem sua aplicação baseada no método do educador brasileiro Paulo Freire. A ideia é transformar a escola em um lugar acolhedor, que dialogue com a realidade do aluno em questão, e que exemplifique a relação entre os estudos e a construação de um pensamento crítico, que auxiliará a interpretação do contexto social e histórico daquele jovem. Dessa forma, o aluno deixa de enxergar a educação como uma obrigação, e passa a contempla - la como algo necessário porém interativo, esclarecedor e revolucionário.

Tendo em vista os argumentos apresentados, fica claro que os problemas das escolas brasileiras só poderão ser minimizados através de investimentos e do processo de humanização da educação. Para isso é necessário criar projetos que sociabilizem e apliquem capital nas escolas. Isso será feito pelo Ministério da educação, que em parceria com a Unesco - Organização das Nações Unidas para Educação e Ciência - deverá desenvolver cursos que especializem professores na aplicação do método Paulo Freire, além de investir em atendimento psicológico para alunos e mestres e criar comissões que fiscalizem e administrem as obras ou verbas destinadas as escolas. Tudo isso, com o objetivo de quebrar os obstáculos que cercam a educação brasileira e torna - la mais crítica e acessível.