Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 02/11/2021

Desde o início da vinda dos primeiros jesuítas ao Brasil, os quais chegaram com a missão de catequização e cristianização dos nativos, as formas de educação vêm se diversificando e alcançando um grande número de pessoas. A partir do surgimento da Constituição Federal de 1988, os direitos dos cidadãos passaram a ser garantidos pelo Estado, estabelecendo como base o princípio da igualdade e fraternidade. Porém, no hodierno cenário brasileiro, as escolas, que são consideradas direitos de todo habitante, são vistas como um problema que necessita de atenção e resolução, visto que, de um lado existe a falta de ajuda governamental nos setores educacionais públicos e, de outro, há a evasão escolar, trazendo consequências negativas para uma parcela populacional.

Em primeira análise, o escasso apoio estatal nos meios públicos de educação é de extrema preocupação, uma vez que as pessoas menos favorecidas economicamente estão sujeitas à péssimas condições de estudos e estruturas escolares, as quais, muitas vezes, propiciam o aumento das desigualdades sociais. Consoante Immanuel Kant, filósofo prussiano, o ser humano é o que a educação faz dele. Levando em consideração tal pensamento, conclui-se que é fundamental a intervenção do poder público nas áreas de fornecimento do saber, pois elas guiam as formas de agir e viver da comunidade, sendo de total necessidade a inserção de todos os habitantes no meio estudantil.

Ademais, a vida das crianças e adolescentes deviam estar voltadas aos estudos e ao conhecimento, mas, a intensa pressão sobre os trabalhos para complemento de rendas familiares, além das condições financeiras desfavoráveis provocam o risco social com o processo de evasão escolar, o que causa uma enorme aflição a todo sistema educacional. De acordo com pesquisas realizadas pela Nova Escola, um site de fortalecimento de educadores, de cada 100 estudantes que ingressam no Ensino Fundamental, apenas 36 concluem o Ensino Médio. Com base nessa estatística, é perceptível o quão essencial é a implantação de melhorias sociais e educacionais, dado que, a saída dos centros escolares é consequência da falta de planejamento e interesse nas redes públicas.

Portanto, é imprescindível que o impasse das escolas brasileiras seja solucionado. Dessa forma, é necessário que a Receita Federal invista uma maior parcela dos impostos arrecadados nos setores educacionais, por meio do envio de verba aos centros mais carentes, com o intuito de promover a realização de construções de novas escolas com a infraestrutura adequada e professores qualificados. Outrossim, o Ministério da Educação deve promover medidas de ajuda aos estudantes do ensino público, realizando campanhas a respeito da importância dos estudantes nas escolas, promovendo, assim, a diminuição das desigualdades e a garantia dos direitos previstos em lei.