Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?

Enviada em 02/11/2021

Portanto, faz-se necessária a realização de medidas que mitiguem o desafio. Assim, cabe

Em primeira análise, convém destacar que a educação brasileira está se desenvolvendo cada vez mais e já apresenta diversos avanços com relação aos anos anteriores. Porém, ainda existem diversos desafios a serem enfrentados. Sob essa ótica, a qualidade do ensino está diretamente ligada à infraestrutura das escolas, o que acentua as desigualdades sociais, tendo em vista que muitas delas sofrem com salas de aula com carteiras inadequadas, sem biblioteca, laboratórios, acesso à internet, luz elétrica e até mesmo sem saneamento básico. Em virtude disso, como consequência dessas falhas, ocorre a evasão escolar, como aponta os dados da UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), um crescimento exponencial  do número jovens sem acesso a educação no Brasil, de 1,1 milhão em 2019 para 5,1 milhões em 2020. Sendo assim, à falta de investimentos em infraestrutrura é um fator que promove o abandono desses alunos das escolas, uma vez que não basta apenas dispor de bons professores, é preciso ter recursos adequados e um espaço estruturado para oferecer as experiências necessárias para uma formação completa e favorecer a aprendizagem.

Ademais, a didática nas escolas não promove nos alunos o intenso desejo de estudar, fazendo com que muitos se sintam desestimulados e somente continuam frequentando as aulas por serem obrigados pelos  pais. Dessa forma, o sociólogo francês Pierre Bourdieu, em sua Teoria do Habitus, aponta que a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e posteriormente reproduzidos pelos indivíduos. Nesse viés, há um modelo de docência determinado nas escolas, na qual o professor aprende a dar aula e trabalhar com um modelo específico de aluno, considerado o ideal, longe da realidade heterogênea e diversificada dos estudantes. Desse modo, o professor aprende o conteúdo que precisa ensinar, -como Português, Geografia e História-, mas não assimila especificamente a didática e pedagogia. Logo, muitas crianças e adolescentes são extremamente prejudicadas com essa forma de ensino, que não visa o aprendizado individual, mas um coletivo deturpado