Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 13/10/2022
A Constituição Federal Brasileira prevê acesso à educação de qualidade a todos. Todavia, esse direito não chega às partes do interior do país, uma vez que as escolas brasileiras lidam com falta de estrutura e com outros fatores que incentivam a desistência dos alunos. Essa realidade se dá pela indiligência governamental, juntamente com a falta de debate acerca do tema.
Primeiramente, destaca-se a inoperância do governo em garantir estruturas nas escolas e reformas na grade de ensino. Segundo a ‘‘Teoria da Percepção Coletiva", de Émile Durkheim, o fato social é dividido em normal e patológico. Nesse sentido, o Estado está em âmbito patológico, em crise, uma vez que, segundo pesquisas divulgadas pelo site G1, mais de 40% das pessoas que desistiram de estudar pela falta de locais adequados e por não conseguirem acompanhar o que o professor explicava. Logo, vê-se a necessidade do governo destinar verbas para as escolas públicas, assim como criar programas, como monitorias voluntárias, que levem reforço aos alunos que precisam.
Ademais, a pouca discussão sobre os problemas dos colégios brasileiros apresentam outro desafio. Conforme mostrado no documentário “Educação Presente Para o Futuro”, de Patricia Travassos, a falta de engajamento dos pais no ambiente escolar gera um grande impacto na educação que deveria ser para todos. Esses pais, ao não se interessarem pelo ensino de seus filhos, não podem reivindicar direitos e ajudar a minimizar os problemas das escolas, como sugerir meios de aumentar a frequência de seus filhos nas salas de aula. Consequentemente, sem o apoio dos pais, os entraves na instrução dos alunos continuarão recorrentes.
Portanto, é imprescindível que o poder público crie políticas publicas que ajudem a engajar os alunos no ensino, como destinar verbas para a realização de projetos escolares e para a melhora da infraestrutura, com a finalidade de manter os estudantes frequentando as escolas. Ademais, devem ser ministradas palestras no âmbiente de ensino que incentivem o fortalecimento da relação pais e educação. Só assim a educação será privilégio de todos, como manda a Constituição.