Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 06/09/2023
De acordo com o educador Paulo Freire, a educação transforma pessoas que, posteriormente, transformam o mundo. No entanto, segundo a UNICEF, 2 milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola, ou seja, inúmeros indivíduos são privados dos benefícios fornecidos pelo acesso ao estudo. Isso se deve, sobretudo, à desigualdade social e ao desmantelamento das instituições públicas.
Em primeira análise, é essencial destacar o impacto da marginalização nessa problemática. Segundo o Senado, o Brasil é recordista em desigualdade. Infelizmente, esse fato reflete na educação de maneira negativa, uma vez que, devido à pobreza extrema de algumas famílias, os jovens necessitam abandonar o estudo e ir em busca do trabalho, principalmente, informal, a fim de melhorar a qualidade de vida da família. Desse modo, a socialização e o aprendizado fornecidos pela escola fica progressivamente mais distante dos cidadãos, afetando diretamente no futuro pessoal e profissional, uma vez que a qualificação do indivíduo é extremamente importante para a consolidação no mercado de trabalho.
Em segunda análise, nota-se que a deficiência dos ambientes públicos escolares se consolida como um entrave no ensino. De acordo com o artigo , estabelecido pela Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos e dever do Estado. Entretanto, em 2016 foi promulgada a proposta de emenda constitucional de número 241, a qual determina o congelamento dos gastos na educação.Essa atitude governamental afetou diretamente na qualidade do estudo, pois, com a diminuição do financiamento, medidas como compra de material adequado, manutenção física dos espaços e promoção de eventos atrativos e de cunho educativo são dificultadas. Com isso, o ensino se encontra cada vez mais com pouca qualidade e os estudantes extremamente desmotivados e desestimulados a frequentarem a escola.