Educação para todos: como minimizar os problemas das escolas brasileiras?
Enviada em 15/09/2023
O filme estadunidense “Escritores da liberdade” narra a história de uma professora que aceitou o desafio de lecionar para uma turma marcada pelo desinteresse, visto que os alunos compunham uma específica parcela da população desprivilegiada socioeconomicamente. Nesse sentido, questiona-se como minimizar os problemas dos ambientes escolares e, entre as problemáticas, urge refletir sobre a evasão escolar e a omissão estatal em garantir a efetivação do direito à educação popular.
Em primeiro lugar, convém mencionar que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) preconiza a igualdade de condições para permanência na escola. Isso significa que o Estado brasileiro deve buscar métodos para garantir essa virtude. No entanto, fatores como a desigualdade social, que obriga o jovem a entrar no mercado de trabalho precocemente para auxiliar no sustento da casa e a precarização das unidades escolares, muitas vezes desprovidas de estruturas básicas, são motivos que impulsionam a evasão escolar dos estudantes brasileiros.
Ademais, é válido ressaltar que a pauta da educação no país passou por um momento de instabilidade após a aprovação do “Novo ensino médio” pelo Poder Executivo. O referido modelo educacional marginaliza as disciplinas de Ciências Humanas em função da valorização do Ensino Profissionalizante. Desse modo, é possível apontar que o poder público está investindo em mão de obra para o mercado de trabalho e, consequentemente, passa a reduzir a capacidade de senso crítico das futuras gerações, pois as Ciências Humanas são essenciais para a construção da cidadania.
Portanto, diante dos fatos citados, comprova-se que o drama do longa supracitado não deve ser naturalizado. Afinal, acreditar que uma docente deve chegar ao limite da capacidade psicológica para conseguir exercer a profissão é o mesmo que assumir que as escolas são ambientes hostis. Assim, cabe ao Poder Executivo -órgão incumbido da representatividade do povo- a tarefa de fortalecer as relações entre aluno e escola. Para isso, deve-se investir no preparo dos docentes por meio de cursos de capacitação. Além disso, barrar a reforma do ensino médio é essencial para que, futuramente, seja possível gozar de uma nação que realmente valoriza o estudo.