Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/03/2022

A Revolução Técnico-Científico-Informacional trouxe consigo avanços para a hu-manidade, entre eles a livre circulação de informações, especialmente pelas redes sociais. Não obstante, tal advento também tem seu lado negativo, como o efeito bolha agravado na atualidade. Logo, observa-se um impasse, que precisa de reso-lução, já que prejudica a formação do senso crítico, fazendo-se necessário o debate acerca dos aspectos sociais envolvidos e dos estigmas deixados na sociedade.

Com efeito, cabe mencionar o conceito de “Dialética” do filósofo Friedrich Hegel, o qual afirma que, para a síntese de novos ideais, é de suma importância que haja uma contraposição dos padrãos preexistentes. Nesse viés - tendo em vista que o efeito bolha consiste em ignorar as ideias, as quais não se limitam ao pensamento vigente de um determinado grupo - é possível afirmar que, enquanto esse proble-ma estiver presente no hodierno brasileiro, será dificultada a transposição das pa-tologias sociais. Assim, o entrave implica na permanência de diversas questões.

Por conseguinte, vale ressaltar o pensamento da filósofa Hannah Arendt, a qual, ao discorrer sobre a Segunda Guerra Mundial, afirmou que, em tal cenário, muitas pessoas normais foram influenciadas a cometer atos cruéis. Sob essa ótica, é possí-vel identificar traços da história se repetindo, pois, ainda que em menores propor-ções, o efeito bolha causado pelas redes sociais, leva usuários - os quais, assim co-mo os cidadãos inseridos no contexto supracitado, não têm seu senso crítico esti-mulado - a reproduzir atitudes preconceituosas (a exemplo do racismo).

Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para frear o agravamento do efeito bolha nas redes sociais. Posto isso, cabe ao Governo Federal implementar uma campanha a qual, por meio das mídias digitais (usando como veículo, princi-palmente, as redes de interação, como o Facebook e o Instagram), exponha debates de cunho social, que tratem de temas atuais - a exemplo dos tipos de preconceitos - entre sociólogos e outros profissionais das ciências sociais, com a finalidade de introduzir novas ideias, estimular a população a formar um senso crítico aguçado e, consequentemente, atenuar o efeito bolha. Desse modo, a síntese de novos ideais, assim como foi previsto pela dialética hegeliana, será uma realidade no Brasil.