Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 08/03/2022
De acordo com o estudo realizado pela plataforma Cupom Válido, o Brasil conta com 70,3% de sua população que afirmam utilizar as redes sociais. De tal forma, que se formam diversas opiniões diferentes, potencializando assim o efeito bolha.
Atualmente, as redes sociais contam com a inteligência artificial, esta que deveria aproximar as pessoas, acaba causando a discórdia entre ideais opostos. Entretanto, essa discordância é de certa forma influenciada pelo algoritmo utilizado nas principais plataformas. Esse algoritmo funciona com base na atividade online do usuário, ranqueando as postagens de acordo com a interação do usuário, fazendo assim um grau de relevância para todos os conteúdos já interagidos. Devido a esse sistema das redes sociais, é comum o “feed” ser apenas baseado no engajamento do usuário, levando-o para as extremidades de diversas áreas sociais, por consequência, é possível perceber diversos malefícios para a sociedade.
Como resultado, pode-se encontrar diversos extremistas e sensacionalistas, sendo beneficiados até por quem discorda de seu pensamento, devido a interação, muitos indivíduos ganham voz mesmo com ideias falsas ou totalmente erradas. Forma-se então as discussões entre grupos com diferentes pensamentos, formando uma divisão na sociedade e uma guerra online, onde até o lado errado “sai bem”. Sendo assim concretizado o efeito bolha e sua influência na sociedade atual.
Em suma, nota-se que o efeito bolha traz consequências ruins para a sociedade, causando a desarmonia desta. Visando a redução desse efeito, tendo em vista que sempre haverá ideais opostos, O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação deve alterar os algorítimos, para amenizar o contraste de ideias na rede do indivíduo, apresentando assim informações novas, com a possibilidade de mudar a opinião deste. Além de campanhas, através das mídias, para informar a população a sempre buscar sair da sua “zona de conforto”. Portanto, vale frisar a frase dita pelo cientista Albert Einstein: “O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia.”