Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 04/03/2022
O documentário americano “Privacidade Hackeada”, reconta sobre o escândalo envolvendo a empresa britânica Cambridge Analytica e as eleições de 2016, onde a companhia hackeou mais de 240 milhões de usúarios do Facebook, para usar suas informações pessoais e influenciar suas opiniões políticas. De forma análoga ao curta- metragem, é perceptível a vulnerabilidade dos internautas ao possuirem seus rastros digitais utilizados para sua própria manipulação e alienação. Assim como, a crescente intolerância com o diferente nas relações interpessoais, fomentadas pelo efeito bolha agravado pelas redes sociais.
Primeiramente, de acordo com a constituição de 1998, é direito de todo cidadão ter o acesso à verdade, sendo necessário que as plataformas digitais transmitam conteúdos diversos e antagônicos. No entanto, ao adentrar nesse enorme mundo cibernético, os usúarios são bombardeados com informações filtradas e selecionadas a partir de suas buscas e rastros digitais, sendo assim facilmente manipulados e alienados, tornando-se seres sem pensamento crítico e passivos.
Ademais, fica explícito o quanto as redes sociais tornaram-se ambientes cômodos para a ocorrência de interações entre usuários, uma vez que encontram-se inseridos dentro de uma bolha social com pessoas que possuem pensamentos e visões de mundo semelhantes, não precisando lidar com o diferente. Contudo, esse cenário acaba por fomentar a intolerância, ao criar um espaço com baixa diversidade opinativa gerando estranhamento e atitudes inflexiveis ao contrastante.
Portanto, é de suma transcendência que medidas sejam aplicadas a fim de minimizar o efeito bolha ocasionado pelas redes sociais, onde os usuários ficam reféns de um sistema alienante. Como também, acabar com a intolerância gerada pelo não saber lidar com opiniões divergêntes. Assim, cabe as Escolas, juntamente com as Famílias, ensinarem os alunos desde pequenos a respeitarem as diferentes opiniões existentes, assim como, alertarem sobre os perigos das redes socias. Além disso, cabe ao poder Executivo garantir que o direito à verdade e à personalidade, contidos na Constituição de 1998, sejam aplicadas, a fim de garantir uma diversidade informacional para todos os usuários cibernéticos.