Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 21/04/2022
A Constituição de 1988 garante a todos os indivíduos o direito ao respeito. Contudo, apesar de o amparo normativo, há, na hodierna sociedade verde-amarela, uma irrisória repulsão ao efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais, devido, majoritariamente, não só à inoperância governamental, mas também à má-formação socioeducativa.
Diante desse cenário, é lícito ressaltar a obra “Uma teoria da justiça”, do contratualista John Rawls, ao inferir que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos cidadãos, como o respeito e o bem-estar. No entanto, é evidente o rompimento desse contrato, quando se observa a ausência de punição àquelas pessoas que, conectadas à rede, disseminam intolerância contra determinados grupos, o que deturpa totalmente a Magna Carta. Nesse âmbito, o seriado “Elite”, pertencente ao catálogo da empresa de “streaming” Netflix, alumia os comportamentos excludentes emitidos pelos alunos do colégio mais conceituado da Espanha, “Las encinas”, aos três novos ingressantes bolsistas, os quais não se restringem apenas aos “corredores” dessa, mas também imergem às “timelines”. À margem da ficção, resguardando, todavia, as proporções distópicas, no território nacional, consoante a Agência “Patrícia Galvão”, a radicalização de preconceitos, nos meios virtuais, é, por conta, como supracitado, da insuficiente máquina administrativa, corriqueira, cada vez mais.
Além disso, alude-se ao pensamento do educador Paulo Freire, ao evidenciar que, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob essa perspectiva, percebe-se a importância do estímulo das escolas para a formação de seres íntegros e conscientes, haja vista que há muitos jovens que não conhecem os malefícios, dado a reprodução de comportamentos ilícitos, como aquele representado na produção audiovisual, insuflados à utilização do Facebook e do Twitter, por exemplo. À vista disso, existe, no ambiente educacional, ainda na pedagogia freiriana, uma desvalorização no que tange à interpelação de quesitos de cunho social, em virtude da carência da Base Nacional Comum Curricular (a qual acoroçoa tão somente uma “educação bancária”, isto é, conteudista), engendrando que esse tema não seja, na maioria das vezes, devidamente abordado durante as aulas de sociologia.
Portanto, cabe ao Poder Judiciário punir os terceiros enredados à intolerância na internet. Ademais, compete ao Ministério da Educação - órgão responsável pelos aspectos educacionais da nação - reformular a BNCC, inserindo os litígios, na disciplina de sociologia, intrínsecos à