Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 11/04/2022
O livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, do autor Machado de Assis, retrata a história de um “defunto-autor”, no qual diz que não teria filhos, a fim de nunca prescisar esclarecer os legados das misérias humanas para ninguém. Paralelamente, esse posicionamento da personagem enquadra-se na realidade do Brasil, pois as redes sociais induz a polarização e marginalização dos cidadãos no país. Nessa perspectiva, deve-se analisar a carência de medidas governamentais e, também, a banalização do impasse.
A princípio, destaca-se a deficiência de ações do poder público para combater essa problemática. Nesse viés, segundo Rousseau, filósofo contratualista, o Estado é responsável por manter o bem-estar social. Analogamente, fica evidente a violação do “Contrato Social”, pois o governo não cumpre sua função de garantir os direitos fundamentais, isto é, o poder de escolha que é excluído quando os algarítimos das redes sociais moldam a perscepções que levam o indivíduo a uma polarização de suas ideias. Dessa forma, continuará a produzir o “Efeito Bolha”.
Além disso, atrelado aos fatos expostos, a trivialização do problema impulsionado pelas redes sociais é um meio que agrava ainda mais a informação social. Ainda sob esse ângulo, a conforme a filósofa Hannah Arendt, com o conceito a “banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Haja vista que, muitas vezes, essa dominação - do que é exposto para o usuário - pelas plataformas digitais é observada como algo comum e normal, porém representa um grande mal para o Brasil, pois uma das consequência disso é o aumento da intolerância e preconceito nas mídias sociais.
É evidente, portanto, que o “Efeito Bolha” nas redes sociais produz grandes problemas no país. Destarte, o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, crie campanhas midiáticas nos meios de comunições sociais, por exemplo, redes sociais, televisivas e radiofônicas. Desse modo, com o intuito de instruir os brasileiros dos malefícios que a falta informação gera na sociedade, como o preconceito e a intolerãncia, a fim de amenizar os problemas causados pelos algarítimos digitais. Posto isso, será possível obter um nação mais justa, coesa e com um legado que orgulharia Brás Cubas.