Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 07/03/2022

Steve Jobs afirmou que a técnologia mudaria o mundo. Sem dúvida, os avanços nas comunicações foram revolúcionarios para as sociedades do Século XXI. Entretanto, uma têndencia de evitar os debates e confirmar as próprias opiniões nas redes sociais apresentam um grande maleficio para o corpo social, favorecendo não só os radicalismos, como também divisões.

Indubitavelmente, as mídias sociais tem um grande poder político, pois, campanhas online atingem uma grande parcela da população. Porém, a desinformação junto de algoritmos falhos apresentam retrocessos no que concerne uma sociedade democratica. Segundo o filósofo Francês Pierre Bordieu, ‘‘O que foi criado para se tornar instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismos de opressão’’. Nota-se a flagrante necessidade de medidas legislativas para mitigar o problema.

Ademais, uma latente lacuna educacional é crucial para se entender o atual estado de coisas. Um sistema de educação falido não tem a capacidade de implantar o senso crítico, tampouco apresentar conceitos referentes ao uso de redes sociais. Portanto, não é exagero presumir que essa situação precaria contribui indiretamente para a perpetuação de bolhas e do uso inapropiado da tecnologia.

Em suma, uma cooperação entre o ministério da educação e do poder legislativo pode ser a solução. As escolas devem organizar eventos educacionais, mostrando o uso correto das redes e prevenindo sobre a polarização. Por outro lado, o legislativo, por meio de criação de novas leis, deve apresentar um arcabouço legal que será crucial para punir empresas que apresentam algoritmos nocivos. Ambas as atitudes são basilares na conscientização e segurança da população, favorecendo o furar de bolhas.