Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 12/03/2022

“Na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”. A frase dita por Zygmunt Bauman reverbera o desejo da sociedade de se manter conectada e a necessidade irracional de serem vistas no espaço virtual. Nesse sentido, esse tema parece dialogar com o efeito bolha agravado pela internet móvel. Logo, é importante analisar a maneira que os algorismo de busca afetam o nosso cotidiano, bem como o aprisionamento na internet pela preferência de conteúdo.

Em uma primeira análise, a globalização,– processo caracterizado pela quebra das barreiras físicas e sociais – trouxe uma rápida divulgação de informações, principalmente pela rede mundial de computadores. Por outro lado, grandes marcas e empresas exercem sobre seus consumidores por meio de técnicas com algoritmos especializados para se adequar ao perfil do usuário e gastar mais do seu tempo, o que gera um ciclo vicioso nas redes sociais, como o “Spotify Music” que cria “playlists” com base nas músicas e artistas que o cliente curtiu.

Por conseguinte, segundo relatórios da Conferência das Nações Unidas sobre comércio e Desenvolvimento, o Brasil tem mais de 100 milhões de pessoas nas internet. Isso demonstra a facilidade de acesso e dependência digital na sociedade, além do poder de atuação que os influenciadores digitais tem e que propagam padrões de beleza inalcançáveis. Ademais, esse vício e falta de pensamento crítico pode trazer transtornos mentais, como depressão, ansiedade e baixa autoestima.

O efeito bolha, portanto, deve ser combatido. Para este fim, o Governo Federal com apoio dos canais midiáticos devem alertar a população, em horário nobre, sobre os perigos e a alienação gerada pelo vício nas redes, com a finalidade de formar indivíduos mais conscientes e responsáveis. Outrossim, se faz necessário que empresas privadas e marcas, como o “Instagram”, mudem a maneira com que organizam o “feed” de noticías para a ordem cronológica, visando evitar o aprisionamento dos usuários e o uso consciente do tempo gasto na internet, e para com que, assim, a invisibilidade nas mídias deixe de ser relacionado a um problema.