Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 15/05/2022
Desde o Iluminismo entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os problemas gerados pelas redes sociais, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente, seja pela mentalidade capitalista, seja pelo silenciamento da sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sabe-se que a internet se tornou um dos principais meios divulgação, com isso há a alienação da sociedade na compra de produtos, no padrão criado de roupas, até no estilo de foto dos jovens nas redes sociais, ou seja, aos poucos sem perceber, todos estão com as mesmas preferências.
Outrossim, destaca-se a indiferença populacional como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a sociedade deveria se unir para em pouco tempo extinguir os algoritmos e tornar as redes sociais não mais um malefício para a saúde mental.
Diante dos fatos mencionados, fazem necessárias mudanças para solucionar a problemática. Destarte, o governo deve sansionar leis que fiscalizem e punam devidamente empresas que usam inadequadamente as redes sociais para sua divulgação. Ademais, o Ministério da Saúde deve instituir, nas escolas, palestras que discutam os algoritmos na internet, a fim de minimizar o efeito bolha no Brasil.