Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 09/03/2022

A partir da difusão dos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade - bases da Revolução Francesa - percebeu-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com problema do outro. No entanto, atualmente, devido ao avanço das redes sociais, com isso, o surgimento de “bolhas”, que alienam o indivíduo impedindo essa mobilização empática. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário avaliar os fatores que implicam esse cenário.

Cabe pontuar, de início, que a visualização constante de ideias, situações e ações, fecha, em muitos casos, os pensamentos individuais em caixas ideológicas. Nesse contexto, segundo Chimamanda Adchie, escritora nigeriana, quando se repete ou observa uma situação com frequência, isso se torna normal. Dessa forma, alguns algoritmos das redes sociais que percebem os " gostos" dos seus usuários, acabam por trazer mais das mesmas ideias, situações e atitudes para esse usuário, inviabilizando outras vertentes de pensamentos e informações. Como consequência, aprisiona essa pessoa em um próprio mundo de subjetividade.

Ademais, é perceptível a falta de empatia gerada por essa visão unidirecional , sem levar em consideração à pluralidade social. Nessa conjuntura, de acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo moderno, tudo que se faz ou deixa de fazer influencia a vida de todos na sociedade globalizada atual. Dessa maneira, quando a diversidade de informações não alcançam determinado indivíduo, contribui para o “efeito bolha”, que não toma à pluralidade para si e nem os probemas enfrentados pelos mais diversos segmentos sociais, logo, afetando negativamente a todos. Consequentemente, concebendo uma sociedade cada vez menos empática.

Em suma, as redes sociais na forma que é desenhada para absorver e entregar informações afunilando diretamente para o gosto pessoal dos seus usuários, traduz-se nessa problemática do " efeito bolha". Assim, uma modificação nesse sistema deve ser empregada, no intuito, de manter os meios gobais de comunicação e pesquisa mais plural possível, evitando o aprisionamento ideológico. Com o fito, de garantir o progresso da coletividade, ratificando o ideal revolucionário francês.