Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 11/03/2022
Instagram, TikTok, Twitter, diversas são as redes sociais populares entre os jovens. Baseados em algorítimos que filtram o que acham melhor para cada indivíduo a rede social virou uma grande bolha privativa. Pode-se obeservar junto à essas mídias o aumento de doenças psicológicas e a alienação demasiada pela conexão.
Uma pesquisa feita pela Royal Society for Public Health - Instituição de saúde pública do Reino Unido, constatou que 70% dos jovens sofrem de distúrbio de imagem por conta do Instagram, onde no público feminino chega a 90% dos casos. Além disso, dados revelam que a ansiedade em jovens aumento 70% nos últimos vinte cinco anos, número alarmante para uma geração que já nasceu com a tecnologia em mãos. Perante tais dados, a inserção das redes sociais no cotidiano dos mais novos é algo que devia ser repensado pelos adultos.
“O dilema das redes”, documentário que fez sucesso em 2020 no streamer da Netflix, demonstra como os algorítimos são usados para beneficiar as empresas que os criam, por meio de filtragens que apenas mostram o que o cidadão quer ver naquele momento, causando um efeito bolha do qual limita o acesso das pessoas à diversidade dos conteúdos. A inteligência artificial que é alimentada pelos dados fornecidos diariamente pelas pessoas, têm o poder de mantê-los viciados e presos a uma rede. A alienação trás consigo a interferencia na capacidade dos indivíduos de pensarem e agirem por si próprios.
Diante de tais problemáticas, fica a mercê do Governo em parceria com os canais televisivos o implantamento de projetos que aumentem o conhecimento das pessoas sobre os efeitos causados pelo uso excessivo das redes sociais, sendo por meio de palestras educativas e matérias nos jornais em horário nobre que mostrem que é preciso olhar para o mundo do jeito que ele é e não do jeito que cada um quer que ele seja. Ademais, fica sob o comando do Ministério da Educação - órgão resposável pelas questões educacionais - junto as Escolas a inserção de práticas com uso reduzido de celulares e computadores onde crianças e adolecentes possam debater suas opiniões de forma simples e que agregue na perspectiva do outro.