Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 14/03/2022
Consoante Steve Jobs, um dos fundadores da empresa “Apple”, a tecnologia move o mundo. Entretanto, tal máxima não é devidamente concretizada, haja vista que fenômenos como o efeito bolha prejudicam as relações interpessoais nas redes sociais e colaboram para que a sociedade se mantenha estática e restringida à diversidade. Isso ocorre não só pelas atividades exercidas por meio de inteligência artificial e algoritmos, mas também devido à ausência de debate acerca do tema.
Diante desse cenário, observa-se que empresas de mídias sociais utilizam bancos de dados e algoritmos programados para o interesse do usuário, ou seja, o indivíduo é influenciado a permanecer consumindo apenas tópicos que o simpatizam, desse modo, o internauta fica limitado a sua bolha. Consequentemente, o cidadão tem seus direitos violados pois de acordo com a Carta Magna de 1988, o direito à informação está relacionado a toda a sociedade. Logo, é necessário uma mudança por parte das autoridades executivas para solucionar o entrave.
Ademais, a falta de debate no corpo social corrobora o ópio. Segundo o filósofo alemão Habermas, a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Nessa perspectiva, discutir sobre os efeitos negativos do efeito bolha - como o sentimento antidemocrático, discriminação, privatização de informação e alineação - e ações para combatê-lo, ajudaria diversos internautas que são afetados por esse problema.
Infere-se, portanto, medidas capazes de mitigar o efeito bolha e suas consequências. Assim sendo, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, por meio do Poder Legislativo, deve criar leis destinadas às empresas de redes sociais que visam melhorar o acesso à informação e a forma como as notícias são compartilhadas, com o intuito de diminuir mazelas decorrentes do efeito bolha. Com essas medidas a máxima do magnata Steve Jobs será concretizada e os direitos assegurados pela Constituição serão garantidos.