Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 15/03/2022
Na obra Utopia, do autor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, livre de defeitos e de conflitos entre os seres humanos. De maneira oposta à obra, observa-se que no corpo social contemporâneo, o efeito bolha , agravado pelas mídias sociais, é muito presente e muito marcante, o que é um problema, visto que proporciona sérias consequências. Desse modo, tornam-se necessárias medidas que visem a sanar as causas desse grave e danoso impasse, bem como prevenir seus desdobramentos.
Em uma primeira análise, é essencial compreender e debater a gênese desse efeito. De acordo com o filósofo grego Aristóteles, o homem é um ser social, ou seja, por natureza, precisa pertencer a uma coletividade e fazer parte de algum grupo, o que, em busca pela aprovação, pode dar origem a nefastos movimentos. Nesse contexto, essa necessidade intrínseca se encontra com os algoritmos das redes sociais, os quais só recomendam publicações desejáveis, sem dar lugar à diversidade e, comumente, mostrando itens radicais e de intolerância. Assim, uma vez que problemas são iminentes, é preciso combater o crescimento das bolhas.
Em uma segunda análise, destaca-se a importância de observar e tomar medidas cabíveis para esse panorama. Segundo uma matéria jornalística da BBC News, o efeito bolha, agravado pelas redes sociais, gera um aumento na radicalização e na polarização, além de inibir a diversidade de opinião e, em casos mais graves, fortalece movimentos neonazistas. Ademais, salienta-se que, devido aos algoritmos, a perspectiva das pessoas fica limitada, o que contribui para a sua alienação e seu acesso a informação de maneira restrita. Logo, ressalta-se que ações a serem tomadas a respeito dessa problemática são imprescindíveis.
Em virtude das argumentações apresentadas, é notável que o efeito bolha é crescente e corrobora com a desordem social. Portanto, é preciso que o MEC, Ministério da Educação, em consonância com o Marco Civil da Internet, crie e efetive campanhas educativas, por meio das mídias sociais e nas escolas, que busquem informar e prevenir a sociedade no que tange a grupos virtuais fechados. Para que assim, esse problema, marcante da contemporaneidade, seja sanado, e que a coletividade se aproxime do ideal proposto por More.