Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 17/03/2022

A primeira lei de Newton, a lei da Inércia enfatiza que, um corpo que está em movimento tende a permanecer em movimento até que uma força contrária seja exercida sobre esse corpo. De maneira análoga a isso, observa-se a necessidade de “forças contrárias” diante do efeito bolha, um problema que se agrava de maneira expressiva nas redes sociais. Dessa forma, leva a falta de liberdade de escolha, bem como na difusão de ideias extremistas.

Primeiramente, é indubitável que, os algoritimos presentes nas redes sociais selecionam oque é mais agradável ao usuário, diante de suas ações nesse meio. De acordo com o diretor do ITS Rio, “quando ver algo que não goste, ignore, mas não informe ao algoritimo, se não vai achar que você gostou”. Com isso, ao expor certas opniões relacionadas a assuntos diversos, os softwares das redes sociais fazem com que as coisas que prendem a atenção do usuário sejam sempre mostradas, diminuindo a liberdade de escolha do mesmo. Logo, o desenvolvimento da criticidade torna-se lento, deixando o leitor suscetível a cair em armadilhas das redes sociais, como “fake news” e golpes.

Ademais, com o efeito bolha, muitos grupos extremistas formam-se principalmente por compartilharem “pensamentos” parecidos. Segundo Pierre Levy filósofo francês, “a tecnologia cria seus excluídos”. Sob essa ótica, grupos extremistas difundem ideias de cunho hediondo, criando os “excluídos” citados por Levy, deixando-os a mercê da sociedade. Assim, como as redes sociais são denominadas “terra de ninguem”, esses grupos tomam este meio para a disseminação do ódio, enfraquecendo os principios da democracia.

Portanto, faz-se necessário que medidas sejam elaboradas para o fim do efeito bolha nas redes socias. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Tecnologia, juntamente com os donos das redes sociais, implementar a retirada de algoritimos que tiram certas iformações dos usuários, para que os mesmos tenham liberdade de escolha. Além disso, que as escolas implementem palestras sobre o perigo do uso indevido das redes sociais, a fim de que os alunos sejam críticos sobre ideias antidemocráticas. E somente assim, “forças contrárias” como estas poderão mitigar o efeito bolha nas redes sociais, favorecendo exercício efetivo da democracia.