Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 30/03/2022
Com frequência, comenta-se acerca da influência dos avanços tecnológicos, principalmente das redes sociais, sobre a população não só brasileira, mas de todo o mundo. Essa influência, ao mesmo tempo que pode ser positiva, - uma vez que é capaz de conectar pessoas de todos os lugares para discussões construtivas -, também pode ser negativa, por agravar o chamado “efeito bolha”. Efeito esse que, através de algoritmos das próprias redes sociais, reúne, virtualmente, apenas pessoas que partilham das mesmas opiniões, podendo promover o aumento da intolerância e do preconceito. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, como supracitado, as redes sociais possuem algoritmos que aproximam pessoas com os mesmos pontos de vista através de curtidas em publicações e compartilhamentos em comum, por exemplo. Logo, a maior parte das informações que as cercarão, terão viéses favoráveis às suas próprias ideias, os deixando desacostumados e resistentes ao que é diferente e/ou contrário.
Ademais, tudo isso resulta em uma sociedade polarizada, na qual atitudes e falas que reproduzem desrespeito e intolerância acabam sendo validadas como corretas, sobretudo dentro das bolhas sociais que os indivíduos estiverem inseridos. Dessa forma, se torna inevitável a construção de uma sociedade cada vez mais preconceituosa. À vista disso, é inadmissível que esse cenário permaneça assim.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, através da criação de políticas públicas, promova debates dentro das escolas acerca dos mais diversos assuntos, a fim ensinar aos jovens desde a mais tenra idade, sobre o respeito às diferentes opiniões, uma vez que o ser humano é resultado da educação que tem, assim como o filósofo Kant diz.