Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 19/03/2022
Segundo o pensador iluminista, Jacques Rousseau, “O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado”. Face a isso, as redes sociais, o meio de comunicação mais importante da contemporaneidade, garantem que seus usuários obtenham informações de acordo com seus interesses, os aprisionando a ouvirem, verem e comentarem apenas os assuntos que conhecem e concordam. Com isso, os filtros de seleção de conteúdo contribuem para uma sociedade que possuem pensamentos retrógrados, além de manipular indivíduos a seguirem o senso comum.
Tendo em vista a grande quantidade de conteúdos disponíveis na internet, as redes sociais possuem um algaritmo capaz de filtrar e selecionar o que é apresentado a cada usuário. De acordo com Eli Parise, em seu livro “Filtro Invisível”, o filtro bolha é um aspecto da web de mostrar como resultado de busca apenas o que é de relevância para o internauta. Por causa disso, o indivíduo é encarcerado em um ciclo de informações repetidas e em grupos fechados que pensam de maneiras semelhantes, impedindo-o de pensar “fora da caixa”.
Além disso, há uma forte influência das redes sociais nas tomadas de decisões dos usuários. Conforme um estudo da Universidade da Califórnia, cerca de 340 mil pessoas mudaram seu voto em uma simulação das eleições norte-americanas, após verem uma postagem positiva sobre um canditado nas redes sociais. Assim, é evidente a forma como as pessoas tendem a seguir o que lhe é apresentado, sem conferir a vericidade do conteúdo, colaborando para o efeito manada, isto é, todos seguindo um único caminho e agindo de uma mesma maneira.
Portanto, mediante aos fatos expostos, é possível extrair que, devido ao seu caráter retrógrado e manipulador, o efeito bolha só pode ser amenizado. Dessa forma, o Poder Legislativo, por meio de projetos, deve formular leis que proibam a utilização de algaritmos pelas plataformas digistais, bem como as redes sociais. A fim de impedir que os indivíduos tenham acesso limitado à informações, garantindo uma sociedade livre e sem correntes.