Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 20/03/2022
O pensador Grego Platão, no ensaio filosófico “Alegoria da Caverna”, simboliza a alienação da sociedade que, assim como os indivíduos que enxergavam as sombras projetadas de uma realidade como verdades, encontra-se paralisada e absorta frente a problemas coletivos. Esse trágico pressuposto, hodiernamente, pode ser facilmente interligado ao efeito bolha na sociedade, uma vez que é reflexo da conduta passiva ao corpo social. Dessa forma, seja por o isolamento do indivíduo, seja por, alienação social. Logo, deve buscar ações interventivas.
Mormente, é notório que o isolamento do indivíduo cistaliza esse paragma no corpo social. Sob esse prisma, historiador Brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra “Raízes do Brasil”, destaca a importância da herança cultural da colonização luzitana no Brasil, construindo, a ideia de que a cordialidade típica dos brasileiros levou a uma relação problemática entre instâncias públicas e privadas. Esse pressuposto serve para ratificar que, ao longo do processo histórico, o efeito bolha foi imcorporado na vivência coletiva devido ás relações sociais baseadas em poder - nas quais a elite sempre predomina. Com efeito, a naturalização dessa conjuntura gera um círculo vicioso, uma vez que não há reflexão crítica por parte do contingnete populacional. Desse modo, esse quadro deve ser revertido.
Outrossim, é plausivel destecar a alienação social como fator norteador dessa problemática. Sob esse viés, o sociólogo brasileiro Jessé Souza, em “A Elite do Atraso” , expõe que o processo de contrução do imaginário coletivo do brasileiro, não raro, leva o corpo social ao estado de “subcidadania”, ou seja, de direitos e deveres transgredidos. Nesse sentido, é notório que tal paradigma persiste na vivência coletiva atual, haja vista a Constituição de 1988 - na qual garante o direito coletivo fundamental. Assim, enquanto não houver uma mudança na postura estatal, haverá empecilhos para o alcance da cidadania.
Diante dos fatos supracitados, faz-se mister buscar ações para neutralizar esse quadro. Portanto, cabe ás instituições de ensino, por meio de aulas abordarem cotextos socuais sobre efeito bolha, formando o senso crítico coletivo. Ademais as instituições governamentais devem promover ações como campanhas midiáticas. Assim a teia civil saíra da “caverna” e o efeito bolha será superado.