Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 20/03/2022
O experimento do cientista J.J. Thomson, em 1897, em que se deu a descoberta da natureza elétrica da matéria, foi realizado através de tubos de raios catódicos. No teste, notou-se a diferença de polarização entre o polo positivo e negativo. Ao trazer essa concepção para os dias atuais, é possível reconhecer a dinâmica da polarização que acontece na sociedade contemporânea e nas redes sociais. A partir desse contexto, para entender as consequências dessa problemática, é imprescindível ir à origem dela.
Assim, ao tomar como base os estudos do psiquiatra David R. Hawkins, para quem “a dualidade se define em uma divisão de aparentes extremos: luz e escuridão; calor e frio”, percebe-se que a intensificação do efeito bolha se dá pela característica do ego humano: procura-se por divisão e se sente confortável em reforçar as ideias e crenças que possui; nas redes sociais, os indivíduos tendem a buscar pelo que acreditam. A prova disso é a necessidade de criação de um Projeto de Lei nos Estados Unidos, para combater o efeito bolha e fazer com que as pessoas possam ir além das opiniões que possuem, garantindo um maior senso crítico e melhor convívio em sociedade.
Sendo assim, é visível a consequência de se limitar às informações inflexíveis, tendo-se maior incidência de problemas sociais como discriminação e violência. O risco acontece pela própria exposição ao fato, como o grupo de 12-passos do A.A., em que os indivíduos expostos ao campo incondicional tendem a ter sucesso nas dificuldades enfrentadas. O problema da exposição a determinados assuntos não é apenas a repetição, mas ao conteúdo e intenção que os mesmos possuem, podendo ocasionar dificuldades de convívio entre as pessoas, seres feitos para viver em sociedade.
Dessa forma, é necessária a criação de um Projeto Internacional, que envolva qualquer tipo de rede social, e que tenha como objetivo revitalizar a forma como o conteúdo das redes sociais é visto, ou seja, que as informações sejam apresentadas de forma mais neutra possível. Alia-se, também, a necessidade do ser humano em se questionar, de se abrir à novas ideias e crenças, o que implica na evolução do ser de forma individual, coletiva e na transcendência do ego.