Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 22/03/2022
No dia 14 de março de 2022, o influenciador e ativista Paulo Vaz cometeu suicidio depois de receber uma onda de discursos de ódio em suas redes sociais. Assim como nesse caso, milhares de outras pessoas recebem ódio gratuito na internet devido ao efeito bolha, um fenômeno que cria grandes grupos de intolerantes. Tendo isso em vista é preciso achar uma solução para essa problemática.
As contas conhecidas como “haters” estão cada vez mais ativas nas redes sociais graças ao anônimato, a impunidade e a união entre esses indivíduos na internet. Apesar de leis já proibirem os discursos de ódio nas redes, as plataformas sociais não estão sendo eficazes no combate a esse crime. Pelo contrário, essas empresas geram lucro com esses discursos e banem contas que se opõe aos haters. O principal culpado disso também são os algoritimos desses aplicativos que funcionam não com base na análise de uma situação, mas sim no número de curtidas, visualizações e engajamento de um post. Dessa forma, por mais que um post não esteja violando a lei, ele pode ser banido só pelo número de denúncias que ele recebe. É por meio dessa brecha no sistema que muitos haters derrubam contas de pessoas que recebem o seu ódio.
Ademais, as consequêncais do ambiente tóxico da internet são bem visíveis na nossa sociedade. Todos os anos, milhares de pessoas desenvolvem quadros de depressão e asiedade graças as redes sociais, além disso, o número de suicídios entre adolescentes cresce a cada ano. Segundo a OMS, uma pessoa se suicida a cada 40 segundos, e entre as principais causas está o cyberbullying.
Em suma, é necessário que o governo pressione as empresas de redes sociais para mudarem seus algoritimos focando em deletar posts de haters e banir suas contas permanentemente. Assim diminuindo a ocorrência dessas ondas de ódio, e por conseguinte, preservando a saúde mental de milhares de pessoas.