Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 27/03/2022
O filósofo Albert Einstein, em uma de suas citações, diz que se tornou chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade. Nesse sentido, pode-se perceber que ele não estava errado, já que o efeito bolha se faz muito presente na vida de usuários das redes sociais. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
É evidente que quanto mais se usa um aplicativo, mais ele coleta informações sobre seus gostos. Isso acontece com todos os usuários, fazendo com que pessoas de gostos semelhantes interajam frequentemente. Visando-se que pessoas possam ter opiniões intolerantes e expressá-las nas redes, há o risco de formar-se grupos nos quais pode haver incentivo para práticas fanáticas e preconceituosas. Nesse sentido, 85% das denúncias feitas nas redes são por insultos e xingamentos.
Seguramente, a maioria dos internautas já teve contato com alguma situação preconceituosa ciberneticamente. Todavia, há dúvidas sobre o que foi feito diante dessas situações. Algumas pessoas não curtem e nem compartilham tais circunstâncias, porém as consomem; o que faz com que o aplicativo entenda que esse usuário gosta desse conteúdo e gere mais semelhantes a esse. Contudo, por mais que esse repúdio não tenha sido disseminado por essa pessoa, ela, agora, torna-se cúmplice.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Primordialmente, faz-se necessário a suspensão total do consumo de conteúdo intolerante por todos, e também a sua criminalização, de maneira que, a qualquer sinal de intolerância, haja denúncia, com a certeza que haverá consequências aos preconceituosos. Além disso, deve haver maior compartilhamento que incentiva os usuários a se enxergarem como humanos, e não como uma simples conta através de uma tela. A partir dessas ações, espera-se promover melhores condições cibernéticas a todos.