Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 25/03/2022

No Filme “Jimmy Bolha”, o personagem Jimmy vive preso dentro de uma bolha, a qual dificulta sua interação com outras pessoas. Fora da ficção, há um problema que segue a mesma lógica. O efeito bolha faz com que as pessoas estejam presas em seu “próprio mundo”, no qual as informações são limitadas apenas aos seus intereses pessoais. Nesse sentido, faz-se necessário avaliar o papel das redes sociais na agravação desse problema e as consequências do efeito bolha na população.

Em primeiro lugar, é importante destacar os algorítimos usados nas redes sociais. De acordo com a plataforma de vídeos “YouTube”, os algorítimos são utilizados para adaptar e personalizar os vídeos aos interesses dos usuários. Apesar de parecer algo interessante e benéfico, esses dados usados, não só no “YouTube”, mas também nas redes sociais e sites, baseiam-se no comportamento das pessoas e só mostram as coisas que as agradam. Dessa maneira, o acesso às informações é afetado, assim como o senso crítico, em vista que esses indivíduos estão restrigidos só às mesmas ideias.

Consequentemente, essa população presa, porém confortável, passa a interagir unicamente com pessoas com pensamentos semelhantes. No entanto, sem opiniões contrárias e pontos de vistas diferentes da visão de mundo delas, o conhecimento torna-se limitado de tal forma que gera-se grande desinformação. Uma vez que não se sabe o que é correto ou o que está verdadeiramente acontecendo fora dessa bolha criada pelas redes sociais.

Portanto, é preciso que tomem providências a fim de amenizar o impasse atual. Para que o efeito bolha deixe de ser uma problemática na sociedade, urge que as empresas que comandam as redes sociais, por meio de seus próprios sites e aplicativos, sejam claras à respeito dos problemas acarretados pelos algorítimos e facilitem a escolha de usá-los ou não. Em virtude das consequências do efeito bolha, é imprescindível que esses algorítiomos não sejam uma imposição. Somente assim, será possível uma sociedade na qual as pessoas não tenham suas visões limitadas pelas redes sociais.