Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/03/2022

No início da República a população,de maioria analfabeta, era dominada pelos coronéis, que manipulavam seu pensamento, fazendo com que o poder sobre o futuro do país estivesse sempre subordinado à bolha ideológica que favorecia os interesses das elites da época. Com as redes sociais ficou mais fácil dominar o senso crítico do povo, como os coronéis, pois o alcance é mais eficiente, e os habitantes ainda mais vulneráveis à dominação. Por isso, é preciso discutir sobre como a ineficiência na educação é responsável pela manuntenção desse problema, e como ele restringe a liberdade de quem pensa fora da bolha.

Primeiramente, discute-se que segundo o teórico do Marxismo Cultural, Antonio Gramsci, para massificar o pensamento da população é preciso, silenciosamente, tomar os meios de comunicação e ir dominando o imaginário popular aos poucos. Os cidadãos são manipulados porque não são educados para desenvolverem seu próprio senso crítico, o sistema de ensino não passa aos jovens o conhecimento necessário para que eles aprendam a construir seu próprio ponto de vista, e por isso tornam-se alvos de doutrinação e manipulação, principalmete através das redes sociais, já que hoje elas fazem parte do cotidino deles, que são o mais novo veículo comunicativo, sendo ele mais rápido e eficiente para controlar o ponto de vista da juventude, que é o futuro do país.

Além disso, ressalta-se que segundo a Constituição Federal de 1988 todos os cidadãos têm o direito à liberdade de pensamento, afinal o Estado é democrático e defensor da liberdade, mesmo que ela venha sendo ameaçada nos últimos anos. Isso porque a alienação social apresenta riscos a quem desenvolve um pensamento diferente da maioria, o que pode ser visto no meio virtual é a censura imposta a quem tem um ponto de vista divergente daquele propagado pelas bolhas on-line, apelidada de cancelamento.

Portanto, conclui-se que o efeito bolha é um problema que ameaça a democracia no país. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação se comprometa a mudar o sistema de ensino, mudando a estratégida, de forma que a construção de ponto de vista seja ensinada aos jovens, para que a liberdade de pensamento possa de fato existir e estar presente no futuro do país.