Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 26/03/2022

O termo “Atitude de Blasé” proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel, ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença em meio à situações que ele deveria dar atenção. Conquanto, o “efeito bolha” de certa forma, impossibilita que parte da população desfrute de total conhecimento sobre assuntos relevantes no mundo. Nessa perspectiva, esse cenário deve ser superado de imediato para que uma sociedade mais interligada seja alcançada.

Pesquisas apontam que através dos algorítimos é proposto o que será exibido a cada um por meio virtual, ou seja, as pesquisas, curtidas, cliques em sites de interesse pessoal, influenciam totalmente a forma com que aquilo será priorizado e elevado. Todavia, cabe às pessoas tanto considerar quanto compartilhar determinados assuntos, de forma com que a opinião do outro não seja desrespeitada.

Faz-se mister ainda, salientar a negligência desse tema nas instituições de ensino, visto que a maioria dos usuários que vive sobre “o efeito bolha” na internet são adolescêntes e adultos, faixa etária considerada mais ativa virtualmente. O atual conflito entre os países Rússia e Ucrânia exemplificam um assunto em que muitas pessoas se juntam à outras cuja opinião é semelhante, fazendo com que haja tanto exclusão à quem pensa diferente, quanto diminua a probabilidade de conhecer outras perspectivas.

Infere-se portanto, a necessidade de combater essa problemática. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação, o qual é responsável pela qualidade e formação educacional, insina na grade curricular, através de palestras e debates, assuntos relacionados a problemas agravados pelas redes sociais. Tal atividade possui o intuito de fornecer um maior conhecimento na área virtual prevenindo tais problemas, além de aumentar o repertório socioultural dos alunos. Desse modo, espera-se uma sociedade mais empática e intelectual.