Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 28/03/2022
Segundo Luiz Santos, no poema “Amor virtual”, é dito no verso: “[…] Mesmo sabendo que tudo isso é um sonho, dele não quero acordar […]”. Uma sentença que muito bem diz sobre a bolha contemporânea, isto é, um amontoado de pensamentos, sonhos, e ilusões, todos cobertos pelo suposto interesse de quem vê o que apenas o que faz o internauta fugir da realidade.
Com isso em mente, tem-se um exemplo semelhante com dados sobre o uso de internet do site Cetic.br. Conforme o site, no período de pandemia, o Brasil possui cerca de 152 milhões de usuários ativos na internet. Para que se entenda melhor o dado proposto, retira-se um exemplo do mundo real, que é o convívio social, cada vez mais substituído pelas redes com o passar dos indicativos de adversidades naturais, estruturais, e consequentes. Em consonância, o ser humano indicando proximidade com o mundo virtual.
De acordo com Wesley Sousa: “Bolha é tudo aquilo que nos ilude sobre a natureza da realidade, e ao mesmo tempo serve como apoio para prosseguirmos vivendo[…]”, o trecho trata com uma tese clara, de que há um senso de autopreservação do usuário da rede, sejam esses preconceitos, agremiações políticas, ou agrupamentos ideológicos. Como por exemplo um fórum de internet, partido, comunidade, movimento político, e etc.
Ante o exposto, se evidencia a indispensabilidade de providências que procuram alterar essa perspectiva. Como por exemplo campanhas de conscientização, combate a fake news, reiteração dos termos de uso das redes sociais, não exigindo a mão corporativa ou a mão estatal, mas simplesmente uma veiculação das campanhas presentes.