Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 31/03/2022

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito ao efeito bolha. Neste contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude do algoritmo das redes sociais e da educação deficitária.

Nesse cenário, convém ressaltar que o algoritmo é um fator determinante para a persistência do problema. O algoritmo das redes sociais são robôs que identificam quais publicações devem ser entregues, a partir do grau de relevância daquele conteúdo para cada pessoa, causando o efeito bolha. Sob essa lógica, torna-se difícil aos usuários distinguir o certo e errado, apresentando sua verdade sempre como “absoluta” e ganhando confiança para manifestar sua intolerância. Dessa maneira, sem refletir sobre essas consequências, a resolução do problema é impedida.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da educação deficitária. Sob esse viés, o filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Logo, se há um problema social, então há uma lacuna educacional. Dessa forma, percebe-se forte influência dessa causa, uma vez que a escola não cumpre seu papel de debater acerca dos malefícios das redes sociais, incluindo o efeito bolha. Portanto, sem diálogo sério e massivo, a resolução da questão é dificultada.

Sendo assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar este cenário. Diante disso, cabe às escolas debater sobre o problema, por meio de palestras - que alertem sobre o efeito bolha e como driblar suas consequências, a fim de evitar um futuro intolerante. Somente assim, a população sairá de sua zona de conforto e será consolidado um Brasil mais consciente.