Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 30/03/2022
Na série “Gossip Girl”, adolescentes vivem na bolha de um blog anônimo que reforça suas ideias e preconceitos sobre os jovens da elite de Manhattan. Fora da ficção, as redes sociais têm agravado o efeito bolha, que gera não só a massificação de ideias, como também uma restrição ao acesso de informações. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.
Em primeiro lugar, urge apontar a massificação de ideias como uma consequência do revés. O capitalismo usa a cultura como fonte de lucro por meio da massificação, assim, parte de todo conteúdo consumido pela população é padronizado, que tem o efeito bolha como consequência. Na internet, ocorre o mesmo; ideias e conteúdos são padronizados e não geram o pensamento crítico, apenas criam polos de ideias por meio do algoritmo, visto que pode ser benéfico ou maléfico para a sociedade. No entanto, quando se torna um ato maléfico, polos de preconceitos são criados e circulados nas redes, tendo como consequência a dor e o sofrimento da minoria, assim, é fundamental que ocorra uma mudança na sociedade.
Em segundo lugar, outra consequência do isolamento de ideias é a restrição de informação. De acordo com a socióloga - Hannah Arendt -, quando uma atitude agressiva acontece frequentemente, a população deixa de vê-la como problemática. Assim, quando as redes sociais só entregam o que a pessoa consome ela está privando o consumidor de novos conhecimentos, o tornando um alienado. No entanto, é um problema imperceptível para muitos por conta de sua frequência.
Por fim, para acabar com as consequências do efeito bolha na sociedade verde e amarela. O Ministério da Educação -órgão responsável pela educação brasileira -, deve criar conteúdos que expliquem as consequências da problemática na internet e em outros canais de comunicação, visando ter o maior alcance possível para que, assim, as problemáticas geradas com massificação de ideias e a restrição ao acesso de informações parem de perdurar. Sendo assim, a sociedade perceberá que estava vivendo no cenceito de “Sociedade do Mal”, de Hannah Arendt.