Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 10/05/2022
No filme “O Show de Truman”, o personagem principal que dá nome ao enredo, é literalmente colocado dentro de uma bolha, vivendo desde criança em um mundo à parte onde só ele não sabe que está sendo manipulado apenas para usarem sua imagem em uma série. Trazendo esse exemplo para a realidade, é notório que as redes sociais tem potencializado o acesso à informação, entretanto, como para toda ação tem uma reação -, vem isolando a maioria das pessoas da diversidade de informação pelo algarismo das redes.
Precipuamente, é inegável o papel fundamental que a internet trouxe para a sociedade, com suas inumeras facilidades nunca antes vistas, hoje é possível fazer pagamentos na palma da mão com poucos cliques, assim como se comunicar com o parente mais distante de maneira instantânea por mensagem e vídeo-chamada. Desse modo, possibilita uma globalização cada vez mais crescente, quebrando todas as barreiras continentais, modernizando o sistema financeiro, encurtando distâncias e possibilitando acesso à informação ilimitada.
Não obstante, uma antíntese ao maravilhoso mundo da internet é o efeito bolha causado quase que de maneira impercetível pelo algarismo da rede. Com o intuito de filtrar melhor as informações dos usuários, esse “pente fino” feito pelo código da internet acaba privando as pessoas de informações e, as vezes, opniões contrárias a delas. Por analogia, o Psquiatra Augusto Cury, diz que nada é pior para a inteligência do que aceitar passivamente as informações. Dessa forma, produzindo uma sociedade alienada e conformada com mais do mesmo, e propensa à estagnação permanente.
Infere-se, portanto, a urgência que esse tema tem que ser tratada, a fim de uma melhor exposição do algarismo. Isto será possível com ações do Governo Federal, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia, e Inovações criar leis regulamentadoras de internet que visem uma forma democrática para os usuários escolherem se querem ou não esse “pente fino”, além de possibilitar a todos notícias pertinentes à cidadania. Assim, possibilitando um melhor aproveitamento e explorando de maneira mais plena um bem humanitário que só tende a crescer.