Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 03/04/2022
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante da limitação visionária que as redes sociais promovem ao usuário. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas para que o efeito bolha, o problema agravado pelas redes sociais, seja combatido.
Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição do desconhecimento comunitário acerca dos próprios direitos para a manutenção de um posicionamento alienante dos sites como o “Facebook”. De acordo com uma pesquisa feita pelo “Data Senado”, cerca de 50% dos entrevistados admitiram saber nada ou muito pouco sobre a Constituição Federal. Desse modo, constata-se que, ao não saber sobre a autonomia e a veracidade sobre a informação emitida em meio cibernético, essas pessoas tendem a manter um posicionamento limitado sobre determinado assunto, assim como ocorreu nas eleições de 2018 nos Estados Unidos, o que foi decisivo para o resultado nas urnas, segundo o portal de notícias “G1”. Por isso, cabe às escolas o ensino à Constituição, de modo a tornar os estudantes em cidadãos políticos ativos em uma sociedade harmônica.
Outrossim, é imprescindível mencionar o descaso governamental diante do poder que as redes têm sobre os comportamentos sociais como fator para a manutenção da “bolha”. Conforme “O que é o esclarecimento?”, escrito por Kant, a humanidade está a caminho do progresso. Entretanto, ao analisar o cenário da tecnologia atual, a criticidade individual tem sido afetada devido a limitação de visões. Então, o Estado tem se utilizado de tal meio para promover a própria imagem, contudo, sem alertar os possíveis perigos que podem ser encontrados.
Portanto, evidenciam-se condutas para que o efeito bolha: problema agravado pelas redes sociais não seja crescente. Por conseguinte, o Governo deve, por meio de uma reunião com o Ministério da Educação, inserir o ensino à Constituição e à identificação das “fakes news”, a fim de combater alienação e, por vezes, crime promovido pelas redes sociais. Por fim, o progresso será inevitável.