Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 21/04/2022
No filme “Matrix”, o mundo é fiscalizado por máquinas que baseiam-se em algoritimos que controlam a vida humana. Desse modo, as pessoas vivem alienadas e destinadas a viver em uma esfera individual, ditada pela realidade escolhida por números. Fora da ficção, refletir sobre o efeito bolha agravado pelas redes sociais é imprescendível, uma vez que a falta de acesso aos conteúdos diversificados gera desinformação e aprisiona a mente do indivíduo.
Em primeira análise, é sabido que o mundo globalizado é movido predominantemente pelo âmbito tecnológico, tornando-se fonte dos grandes meios de comunicação, informação e interação entre as pessoas. Nesse contexto, as plataformas digitais procuram cada vez mais satisfazer e fixar o usuário o máximo de tempo possível dentro delas. A exemplo disso, o Google (desde 1996), utiliza algoritimos que exibem os tópicos mais relevantes de suas pesquisas para seus consumidores. Consequentemente, outras empresas - Facebook, Instagram, TikTok… - copiaram esse modelo e o aprimoraram, fazendo com que as pessoas criem nichos e acessem somente aquilo que querem ou tem interesse.
Outrossim, segundo o filósofo Foucault, o poder articula-se em uma linguagem que cria mecanismos de controle e coerção, as quais aumentam a subordinação e manipulam escancaradamente o indivíduo. Nesse sentido, a criação desses ambientes cada vez mais individualistas somado aos algoritimos que filtram o tempo todo o gosto do usuário, colocam o homem de frente a um mapeamento do seu comportamento virtual. Assim, ver, ouvir e comentar assuntos somente de interesse próprio pode aprisionar o internauta em uma ilusão de que o que ele pensa é o certo ou que só existem aquelas informações, na falta de conteúdos que o desafiem e faça-o mudar de opinião.
Desta feita, a real necessidade de ações movidas pelas grandes empresas de tecnologia, fazem-se necessárias no direcionamento de verbas para a execução de um plano de informação mais democrático, por meio das mídias sociais, que permitam o usuário expandir horizontes além de suas esferas pessoais. Assim, permitindo que o indivíduo filtre seus tópicos e evitando que ele viva num mundo alienado como já citado anteriormente no universo de Matrix. Além disso, o Estado, juntamente com o Ministério da Educação, disponibilizar nas escolas campanhas e palestras - com profissionais qualificados da área de TI - com intuito de ensinar a buscar fontes dos conteúdos e coletar as informações corretas.