Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 11/04/2022
A partir da criação da internet, em 1969, a espaço virtual permitiu a disseminação em massa de informações e o encurtamento da distância das relações interpessoais através das redes sociais. Entretanto, os algoritmos das inteligências artificiais desses “sites” transformaram o que era para ser um lugar de transferências de conhecimentos variados a uma bolha social. Desse modo, os efeitos advindos dessa prática como o impedimento de uma formulação crítica de opinião e a disseminação de “fake news” são totalmente prejudiciais ao corpo civil.
Nesse sentido, a criação de espaços sociais limitados pelas redes sociais é um problema grave. A partir disso, é pertinente abordar um conceito criado por Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, que diz: “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento sobre o mundo”. Dessa maneira, a máxima exprimida por esse pensamento permite compreender que a falta de interação com diversas informações fora da sua bolha social aliena o ser humano, um comportamento nocivo ao desenvolvimento ético porque, ao conviver com determinada fato ou atitude, ele o considera factível e normal à realidade.
Além disso, a posse de somente um ponto de vista e a ausência de questionamentos sobre a veracidade das informações dificultam o combate às notícias falsas, situação danosa à sociedade. Sob essa ótica, é válido ressaltar uma frase de Aristóteles, um filósofo grego, que dizia: “o ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”. Nessa perspectiva, a máxima torna compreensível que as “fake news” serão facilmente disseminadas se a população não questionar a autenticidade das informações, problema ainda mais grave se o corpo civil tiver empatia pela ideia, fato normalizado por sua inserção em uma bolha social.
Portanto, medidas devem ser tomadas para a resolução desse impasse. Para tanto, o Ministério da Justiça, responsável pela regulamentação judicial das ações coletivas, deve, por meio de parcerias com as empresas, propor que as redes sociais combatam incessantemente as “fake news” e fomentem a interação de diversos grupos sociais, para que haja uma redução de informações nocivas e uma troca benéfica de opiniões. Assim, romper-se-á as bolhas sociais na internet e haverá uma maior abertura às notícias que agregam cultural e socialmente.