Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 15/05/2022

O mito da caverna, de Platão, fala a respeito de pessoas que se negam a enxergar a realidade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Entretanto, fora da perspectiva do mito os algoritmos das redes sociais contribuem para o efeito bolha e assemelham-se demais a essa situação metaforizada pelo filósofo. Dessa maneira torna-se necessário discorrer sobre a principal causa desse problema, bem como seu impacto na sociedade.

Com efeito, cabe ressaltar o forte interesse financeiro das empresas tecnológicas como principal motor da problemática. Isso ocorre porque de acordo com a série “O dilema das redes”, da Netflix, elas apresentam algoritmos que não confrontam a visão de mundo dos usuário, mas só as impulsiona no intuito de garantir atenção deles. Sob essa perspectiva, é possível notar o perigo, pois, o efeito bolha beneficia essas plataformas, uma vez que quanto mais conectado se fica, mais lucro é gerado para elas. Dessa forma, torna-se necessário a dissolução dessa conjuntura perversa e prejudicial à sociedade.

Ademais, infere-se uma verdadeira guerra de informações e manipulações como enorme prejuízo decorrente das bolhas. Posto que na obra “Como as democracias morrem”, é explicado o grande interesse de políticos em querer utilizar o algoritmo das rede para potencializar campanhas ou notícias prejudiciais contra seus rivais. Dessa maneira, observa-se um grande empecilho para ordem democrática por causa dessa manipulação, a exemplo das fake news nas últimas eleições brasileiras para presidente, assim como um impacto na formação cidadã, pois não respeita o direito à informação . Tal fato não só é lamentável, como também é cruel e um desrespeito contra os direitos humanos.

Portanto, visto os fatos supracitados é necessária uma medida interventora para o problema. Nesse sentido, cabe as Empresas de tecnologias (redes sociais) impedirem a formação de bolhas nesse meio de comunicação, por meio da criação de uma equipe técnica e analítica, financiada por uma taxa aos usuários que possam pagar, para checar as notícias e os exageros do algoritmo. Espera-se com isso a criação de um ambiente digital seguro, menos violento e polarizado, bem como fazer os indivíduos saírem de suas “cavernas”.