Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 11/04/2022
A Constituição Federal de 1988, em vigor no país, assegura o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor e quaisquer outros. Entretanto, o problema do efeito bolha, agravado pelas redes sociais, evidencia uma enorme falha neste setor. A causa disso é, entre outras, a facilidade que a internet proporciona aos indivíduos em terem acesso somente a opiniões similares as suas próprias, que gera, por diversas vezes, a confiança em externar absurdos.
A princípio, cabe destacar a simplicidade seletiva no meio tecnológico como fator viabilizador desse contexto. Isso ocorre porque contribui com a aproximação apenas a assuntos específicos do interesse do cidadão e o consequente isolamento deste de visões diferentes, que poderiam acrescentar de forma positiva no seu entendimento acerca das mais diversas pautas. A exemplo disso, cita-se a existência das chamadas “comunidades virtuais” presentes em redes sociais como o facebook, que servem para que pessoas que pensem parecido interajam. Desssa forma, observa-se o aprisionamento em opiniões fixas e a falta de diversidade de pensamento.
Em consonância a essa conjuntura, o conceito de solidariedade social, estudado pelo sociólogo Émile Durkheim, define a união dos indivíduos em decorrência da aceitação da consciência coletiva de todos, que define valores como certo e errado. Isso posto, nota-se que a percepção da aprovação alheia encoraja os indivíduos a propagarem sem pudor suas convicções, que as vezes podem ser controversas e ofensivas, gerando discriminação e desrespeitando a Constituição.
A partir dessa situação em torno do efeito bolha e seu agravamento pelas redes sociais, faz-se necessária a atuação do Ministério da Educação, por meio de parcerias com instituições de ensino, na propiciação de espaços para palestras lideradas por estudiosos do tema e psicólogos, com a finalidade de levar informação a respeito dos malefícios do consumo exclusivo de assuntos coadunantes com suas crenças para que assim os indivíduos busquem a formação de um senso crítico, afim de se tornarem capazes de sair da zona de conforto, de refletirem e de escolherem o melhor para si a partir da diversidade existente, ao invés de se conformarem apenas com a ideia do pensamento imutável.