Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/04/2022

O feito bolha é um processo no qual o sujeito limita-se a sua individualidade, pensamentos e ideologias, sem em muitos casos reconhecer e respeitar as diferenças que o cercam. No conxteto social vigente, essa é uma problemática que vem sendo potencializada em decorrência do advento das redes sociais. Nessa perspectiva, cabe analisar o uso de ferramentas de seleção das informações a partir das preferências do usuário como umas das causas desse impasse e os seus efeitos na dinâmica social.

Em primeira análise, é coerente considerar que as redes sociais são alicerçadas em mecanismos que filtram as informações, as quais o usuário tem acesso, embasados nos seus interesses e preferências. Contudo, esse dinamismo torna-se problemático à medida em que inviabiliza uma formação de opinião crítica e até mesmo aliena o indivíduo. Um exemplo disso, encontra-se na pesquisa divulgada pelo canal de informação, El País, a qual afirmou que nas eleições estadunidenses de 2017 o algoritmo - ferramenta de seleção de dados - foi um fator determinante no resultado, já que fornecia informações sobre determinado canditado aos eleitores e em contrapartida omitia-se sobre outros caditados.

Outrossim, é importante considerar que a efeito do estabeleciemnto dessa bolha social o sujeito, incapaz de perceber a sua realidade em sua totalidade, desrespeita as diferenças que compõem o corpo social, por meio da intolerância. Nesse viés, é lícito retomar a obra “Ensaio sobre a Cegueira” do autor brasileiro José Saramago, a qual trata metaforicamente de uma sociedade que se faz cega moralmente embasada no seu individualismo. Em consonância a isso, o sujeito social ao sofrer o efeito bolha se faz cego ao agregado social que o cerca, intolerando tudo aquilo que não compreende as suas verdades.

Portanto, torna-se urgente que o Ministério da Educação em parceria com a mídia social eduque os cidadãos os incentivando a buscar informação de maneira crítica, por meio de propagandas que tratem da importância à proteção dos direitos à liberdade e à informação, como garantias constitucionais. A fim de que o cidadão brasileiro liberto da sua bolha social edifique suas opiniões reconhecendo e respeitando as diferenças, a partir de um repertório democrático e plural.