Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 24/04/2022

No livro “O cidadão de Papel” do jornalista Gilberto Dimenstein, faz uma crítica sobre às leis que estão na Constituição Federal, que garantem a cidadania, igualdade e universalidade dos direitos, mas há falta de políticas públicas que os assegurem , tornando-os “Cidadãos de Papel”. Nesse contexto, atualmente, o efeito bolha: que é agravado pelas redes sociais, aumenta as desigualdades na sociedade brasileira, dividindo-a em nichos sociais e afasta o cidadão dos seus direitos de informação e direito de resposta garantido pela Constituição.

Sob o mesmo ponto de vista, é imprescindível que as redes sociais seja utilizada para formar uma teia democrática de informações. No entanto, percebe-se que as plataformas, hoje, são grandes mediadores de acesso as informações, através dos algorítmos, tolhendo o direito do cidadão a escolher suas fontes de conhecimentos. Dessa forma, o sociólogo Bauman, dizia em sua teoria, que a modernidade é líquida, ou seja, as relações sociais são fugazes, frágeis e maleáveis como os líquidos. Diante disso, é fucral que as redes democratizem as informações para que a sociedade se torne mais equânime.

Outrossim, é importante que a sociedade brasileira tenha a Constituição como um meio para garantir a cidadania a todos. Nesse contexto, percebe-se que as redes sociais distancia as pessoas dos seus direitos constitucionais através da segregação de informações por nicho. Nessa perspectiva, a Constituição federal de 88, garante a todo cidadão, no Artigo 5°, o direito de resposta e o direito à informação. Desse modo, é imprescindível que ela seja utilizada para disseminar conhecimentos e que forme uma rede democrática de informações aproximando à sociedade nesse país de dimensões continentais.

Portanto, é necessário que o Ministério das Comunicações, como órgão responsável pela comuni- cação do país, que conscientizem as empresas responsáveis pelas redes socias, que é imprescindí-

vel a democratização das informações, por meio das plataformas e aplicativos, para que dessa forma possa garantir uma sociedade mais justa e equânime. Além de, o Ministério da Justiça, gara- ta que às leis sejam cumpridas, por meio de fiscalização dos órgãos competentes, como as Secretarias de Defesa Social que democratizem e garantam o acesso de todos e possa construir uma sociedade com direitos constitucionais garantidos e não “Cidadãos de Papel”.