Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 29/04/2022

Em 2016, a palavra “pós-verdade” foi eleita, pelo dicionário “Oxford”, a palavra do ano. Tal conceito está atrelado ao fato dos indivíduos tomarem como verdade as notícias que melhor se adaptam aos seus valores e viés ideológico. Nesse sentido, as redes sociais, por meio do “efeito bolha”, selecionam os conteúdos que devem ser transmitidos aos sujeitos, de modo a construir uma sociedade cada vez mais intolerante, além de potencializar a difusão de fake news.

Em adição a isso, vale ressaltar que as redes sociais são de suma importância na vida dos indivíduos, tendo em vista o potencial social que elas promovem. No entanto, esses meios de comunicação, por intermédio dos algoritmos, geram um “efeito bolha”, ou seja, selecionam os conteúdos que mais se adequam aos pensamentos do usuário. Nesse sentido, esse filtro torna-se algo negativo, pois pode potencializar uma sociedade intolerante, visto que, alguns sujeitos, não refletem para além das suas ideologias e crenças. Nessa perspectiva, o jornalista

Leonardo Sakamoto afirma que “É preciso educar para a internet”, isto é, vivemos em uma população pouco sensibilizada com o próximo, que utiliza as redes como forma de promover a intolerância e o ódio por meio do “efeito bolha”.

Outrossim, vale salientar que a difusão de fake news pode ser influenciado, diretamente, por intermédio dos algoritmos que promovem o “efeito bolha”. Isso porque os indivíduos têm acesso apenas a um lado da notícia, de modo que esta se torna uma verdade absoluta, haja vista que ela vai de encontro com os valores e crenças dos sujeitos. Nessa perspectiva, a Constituição Federal assegura o “direito fundamental à verdade” a todos os cidadãos. Nesse sentido, a disseminação de inverdades, por intermédio das redes sociais, agrava o problema do “filtro bolha”.

Portanto, com o objetivo de atenuar o problema do “efeito bolha”, pelas redes sociais, o Ministério da Educação, juntamente com as instituições educacionais, deve convidar “social media” e outros especialistas, a fim de palestrarem para pais e alunos sobre a intolerância e os cuidados que devemos ter nos meios de comunicação. Além disso, o Estado, aliado com as empresas de cibersegurança, deve promover uma fiscalização eficiente na internet, por intermédio de algoritmos que realizem tal labuta, de modo a combater as fake news e o “filtro bolha”.