Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 05/05/2022

No século XX, com a Revolução Técnico-Científica e Informacional, o advento da internet impulsionou a globalização, por meio de avanços no setor telecomunicativo. Contudo, no Brasil contemporâneo, tal progresso constituiu um entrave: o agravamento do efeito bolha pelas redes sociais. Nessa perspectiva, é fundamental a análise do algoritmo do usuário como fomentador do problema e seus reflexos na sociedade. Diante disso, torna-se fulcral o debate acerca do tema apresentado.

Sob esse viés, é notório que a alta personalização do conteúdo a ser exibido nas mídias sociais restringe a visão de mundo do navegante. Nesse contexto, a produção cinematográfica “O Dilema das Redes” retrata a capacidade de robôs de dispararem informações falsas e manipularem os indivíduos, através de smartphones. Analogamente, na atualidade, o algoritmo desenvolvido pelas redes mapeia e manipula o comportamento dos internautas, de forma a aumentar a previsibilidade de suas ações e, por conseguinte, cerceia sua mentalidade e sociabilidade a nichos específicos. Portanto, é necessária a reversão desse panorama urgentemente.

Ademais, o surgimento de bolhas pautadas na disseminação de ódio é estimulado pelo espaço virtual. Em 2019, investigações da Polícia Federal comprovaram que os autores do massacre de Suzano frequentavam fóruns na deep web, nos quais havia incitação de violência e crimes contra minorias. Nesse sentido, intrinsecamente ligada a formação grupos sociais está, infelizmente, a exclusão de sujeitos com pensamentos divergentes. No ambiente cibernético, entretanto, isso é facilitado por ferramentas normalizadas, tais quais o usual “block”. Assim, é permitida gradativamente a radicalização de ideias, além da disseminação de discursos de ódio, que podem culminar em atos extremistas. Destarte, faz-se mister a reformulação dessa realidade.