Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 08/05/2022

A Constituição federal, conhecida como “cidadã” por ter sido concebida no período de redemocratização brasileira, prevê o acesso livre à informação como direito de todo cidadão. No Brasil atual, entretanto, tal benefício normativo não é respeitado, uma vez que as redes sociais agravam, cada vez mais, um problema conhecido como “efeito bolha”. Nesse sentido, convém analisar suas principais causas e consequências, a fim de encontrar formas de solucioná-las.

De início, é importante destacar o excesso da utilização das redes sociais como principal motivação da adversidade. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o homem moderno é obcecado pelo novo. Sendo assim, grande parte da população utiliza os meios digitais modernos, como o Facebook e o Instragram, como fonte de informações, as quais, infelizmente, não possuem embasamento científico. Com isso, os algoritmos virtuais tornam-se úteis ao selecionar e propor dados e notícias que apenas convêm ao perfil de determinado cidadão, problemática a qual deve ser resolvida urgentemente.

Sob esse viés, é valido ressaltar as principais causas relacionadas ao problema. Dessa maneira, a manipulação de dados divulgados nas redes sociais tem, como consequência, o “efeito bolha” nos indivíduos, visto que esses permanecem com opiniões e pensamentos limitados, em razão da escassez no recebimento de informações amplas e com visões diversas a respeito dos acontecimentos e fatos do cotiadiano, fatores os quais resultam em um aumento da intolerância e preconceito na sociedade. Assim, tal cenário remete o Mito da Caverna de Platão, pois as pessoas presas na caverna viviam com o conhecimento e a mentalidade restrita, problemas inaceitáveis na sociedade moderna.

Por fim, o governo federal, instituição de alta relevância no país, deve impedir que o “efeito bolha” permaneça, por intermédio da divulgação de propagandas na mídia, as quais alertam sobre a necessidade da população buscar informações em sites confiáveis e com evidências científicas, com a finalidade de atenuar a alienação e a propagação de atitudes preconceituosas no Brasil.